Genérico
Flúvia Félix
Branca,
Morena,
Branca,
Neguinha,
Branca,
Branca queimada do Sol
Mas, Branca.
De cara ninguém aceita ser não branco
Aqui neste lugar de uma certa maneira todos lutam para serem aceitos
E branquear-se faz parte.
É cultural,
É estrutural,
É a vida,
É a luta.
Reconhecer-se pode doer, mas também pode ser libertador.
Reconhecer as belezas das etnias e não somente de uma, libertar as mulheres e os homens da ditadura da beleza.
Não sou bela porque sou branca.
Mas, sou bela porque sou.
Racismo inverso?!
Papo de ignorante, de gente que não sabe o que diz, ou não.
Militante desocupado?!
Lacrador de internet!!!
Sei lá. Talvez, simplesmente uma pessoa que se libertou?
E como todo desperto em sua crença tenta espalhar a boa nova.
Aceite?
Se não quiser passa reto.
Se te ofendes, então é porque de alguma maneira tua ferida foi tocada.
E toda negação vem antes da aceitação.
Hoje aqui é uma utopia dizer que todos somos iguais,
Iguais só na teoria constitucional.
Por que na prática bem sabemos que a realidade corre longe lá no léu.
E perceber o nosso preconceito diário não é nos diminuir, mas, uma oportunidade de fazer diferente.
Mas, como se faz isso?
Não sei.
Só sei que tem que ser leve.
Ser leve é não resistir e perguntar-se, OK o que faço agora? Escutar? Perguntar? Escutar?
Sem acusação porque o passado ficou e o agora é hora de fazer diferente.
Como?
Não sei, diferente apenas.
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