Este texto é um resumo Gilberto Cotrim Mota.
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Flúvia Souza Menezes
O termo “indústria” existe na língua inglesa desde o século XV e significa diligência, presteza e assiduidade e no final do século XVIII o termo “indústria” passa a ser entendido como uma instituição ou conjunto de instituições de “casa de trabalho” nelas, as ideias de aplicabilidade e trabalho útil eram cultivados.
Na segunda metade do século XVIII assistiu-se na Inglaterra o nascimento da sociedade industrial. Passou-se do sistema doméstico para o sistema fabril de produção. O primeiro era disperso e o segundo concentrado.
A Revolução Industrial realizou a “potenciação do trabalho humano”, dando origem a uma nova relação entre as classes. Ou seja, chegava ao fim à sociedade de senhores e servos e passa-se para a sociedade de empresários e operários. E, duas novas classes passam a destacar-se na nova estrutura social: a burguesia e o proletariado que aumentava em quantidade.
Desta forma, surgiu à civilização urbano-industrial que substituiu a civilização baseada no trabalho artesanal e ela trouxe consigo a ideia de “progresso” e de “desenvolvimento”. E, este desenvolvimento demandaria a montagem de impérios coloniais para o consumo de mercadorias produzidas pelo sistema de produção.
No entanto, a separação entre o produtor e os meios de produção constitui o ponto mais profundo da Revolução Industrial constituindo-se em um novo tipo de relacionamento entre os homens baseado no capital e na venda da força de trabalho.
Essa nova forma de conceber o trabalho e o homem é que dá origem a uma nova sociedade: a sociedade de classes do modo de produção capitalista, ou sociedade de industrial ou simplesmente sociedade capitalista.
No plano econômico a grande indústria tornou-se a peça chave do novo sistema. No político, a democracia representativa passa a ser o tema fundamental e a legitimação da nova ordem. E, no plano, ideológico e doutrinário surge o liberalismo. Em contra partida a Revolução Industrial pôs abaixo os antigos sistemas coloniais substituindo-os por impérios que nos séculos XIX e XX mudariam a fisionomia do globo terrestre.
Os países imperialistas deixaram suas marcas que se arrastam até os dias atuais em países como: Irlanda, Vietnã, África do Sul, Hong Kong, etc. Porém, a existência dos países imperialistas é impossível sem as revoluções industriais que estimularam a busca de novos mercados consumidores, mão-de-obra e matéria prima. Os países “atrasados” ou “subdesenvolvidos”, como no Brasil se industrializaram tardiamente impulsionados por fatores externos e dependentes deles já no século XX.
No final do século XIX e inicio do XX as invenções foram uns dos reflexos da Revolução Industrial que além de modificarem acabou facilitando as comunicações e o transporte de mercadorias e de pessoas. Este período ficou conhecido dentro da História como: a 2ª Revolução Industrial.
Neste período histórico houve a divisão internacional da produção, do trabalho e do capital, isto é, o mundo foi dividido em zonas industrializadas e agrícolas, fornecedoras de matéria prima e mercado consumidor. Onde, predominam o acumulo de capital, concentração de renda e o aumento da produção industrial, em suma, é o Capitalismo Financeiro e Monopolista.
REFERENCIA: MOTA, C. G. História Moderna e Contemporânea. 1ª edição. S.P. Editora Moderna. 1989
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