quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sagrado-Profano

Praça de lâmpadas quebradas
Iluminada exclusivamente pela lua
Um recanto sagrado para a vadiagem
E, principalmente, para se namorar
Todos os tipos visitam tal lugar
Se houver um banco no local mais escuro
Esteja certo, que lá haverá um casal
Enamorando-se num ritual antigo
Que falsos santos dizem ser imoral
Mas que o mortal comum sabe que é o ato mais sagrado
Do que profano da humanidade
Os seus bancos para eles são convertidos em altares
Aos deuses do amor e da paixão
Onde hinos são proferidos em harmonia
E o ritual é feito de forma natural
Lá é o lugar para os livres
Onde os presos não vão por medo de tornarem-se
Iguais aqueles que eles chamam de loucos ou imorais
Pobre deles se fecham num puritanismo quebrado
Condenando os outros que vivem livres e apaixonados

* Flúvia Souza Menezes, Licenciada em História
Texto publicado originalmente no Jornal a Tribuna deRondonóplois, MT

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